Ex-funcionário acusado de participar de emboscada para matar chefe que o demitiu é solto em SP
31/03/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra tentativa de soldador de matar ex-chefe que o demitiu em Cubatão, SP
Ricardo da Silva, o soldador acusado de participar de uma tentativa de homicídio contra o ex-chefe em Cubatão (SP), foi solto depois de ficar quase dois anos preso. Segundo apurado pelo g1, o alvará de soltura foi expedido após o réu ser condenado à pena de seis meses de detenção em regime aberto.
O crime aconteceu em 9 de agosto de 2024, um dia depois do soldador ser demitido pelo supervisor da empresa. Na ocasião, Ricardo foi preso ao ser apontado como o motorista do carro, que levou o atirador -- ainda não identificado -- até o local e depois fugiu com ele.
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O soldador foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe (vingança) e recurso que dificultou a defesa da vítima (emboscada/traição).
Ricardo da Silva foi condenado por participar da tentativa de homicídio em Cubatão, SP
Reprodução/TV Tribuna
O julgamento popular foi realizado na última quinta-feira (26). Por meio de nota, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) afirmou que os jurados entenderam que não se tratava de crime doloso contra a vida, desclassificando a tentativa de homicídio para lesão corporal leve.
O advogado João Carlos de Jesus Nogueira, responsável pela defesa do acusado, afirmou ao g1 que o regime será inicialmente aberto. Portanto, o alvará de soltura foi expedido e Ricardo saiu do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente (SP) na sexta-feira (27).
O alvará de soltura cumprido só foi juntado aos autos do processo pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) na segunda-feira (30).
O caso
Imagens mostram tentativa de soldador de matar ex-chefe que o demitiu em Cubatão, SP
Reprodução
Segundo o boletim de ocorrência (BO), o supervisor foi orientado a demitir Ricardo porque ele não respeitava a hierarquia, prejudicando o bom andamento do trabalho, e o contrato na refinaria estava perto do fim.
De acordo com a denúncia do MP-SP, o supervisor e colegas de trabalho estavam saindo do alojamento da empresa, que prestava serviço terceirizado na refinaria da Petrobras, quando escutaram um disparo.
O g1 teve acesso às imagens de uma câmera de monitoramento que mostram o suspeito encapuzado saindo de um veículo e indo em direção ao carro com o supervisor. Ele abriu a porta fazendo ameaças de morte e deu duas coronhadas no rosto do ex-chefe de Ricardo, que se defendeu com um chute.
O suspeito correu de volta para o carro e chegou a apertar o gatilho mais duas vezes, mas a arma não disparou. Conforme relatado pelo MP-SP, Ricardo baixou o vidro do carro após o suspeito entrar, e gritou: "Vai, mata. Atira".
O soldador acelerou o veículo quando notou que foi reconhecido. Durante a fuga, Ricardo se envolveu em um acidente de trânsito e foi preso em flagrante.
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